Lusense Carlos André Rodrigues de Melo vence Prémio para a Historiografia Local Adelino Melo

Carlos André Rodrigues de Melo, do Luso, é o vencedor da 2.ª edição do Prémio para a Historiografia Local Adelino Melo, com a obra "Casas de Veraneio do Luso e Bussaco – Memórias Burguesas de um Património Arquitetónico". A decisão foi anunciada esta sexta-feira, numa cerimónia pública realizada no Arquivo Municipal da Mealhada.
Na segunda edição deste prémio, instituído pela Câmara Municipal da Mealhada, o júri, constituído por Francisco Pato de Macedo, José João Lucas e José Machado Lopes, decidiu por unanimidade atribuir o galardão à obra "Casas de Veraneio do Luso e Bussaco – Memórias Burguesas de um Património Arquitetónico", da autoria de Carlos André Rodrigues de Melo. Na avaliação dos trabalhos, foram considerados sete critérios, entre os quais a relevância da temática para o conhecimento da história do concelho da Mealhada e para a promoção do património cultural identitário, a originalidade da investigação, o rigor historiográfico, a qualidade das fontes e o contributo cultural e patrimonial.
Durante a cerimónia, o presidente do júri, Francisco Pato de Macedo, explicou os fundamentos da escolha, destacando o rigor e a originalidade da investigação, centrada numa temática inédita, bem como o contributo da obra para o conhecimento de uma importante parcela do património cultural do concelho. Salientou, ainda, a importância deste trabalho enquanto alerta para a necessidade de valorização e preservação daquele património, enquanto elemento de identidade local.
Nesta edição, estiveram também a concurso mais duas obras: As Três Portas do Tempo: Pó, poder e silêncio na construção da Mealhada", da autoria de António Mendes Ramos, e "Lugares que contam: a última viagem de Agatha Christie ao Bussaco", de Jorge Manuel Mangorrinha Martins. Foi, igualmente, reconhecido o valor dos trabalhos não distinguidos, tendo sido sublinhado que estes "não perdem valor" e continuam a integrar o património cultural do município.
A escolha do Arquivo Municipal para acolher a cerimónia foi também destacada pelo executivo municipal, pela ligação deste equipamento à preservação da memória e da história local. O presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, considerou que este é um espaço que "conserva muito da nossa história, não só da Mealhada, mas também do país". Sobre a distinção, sublinhou que "não é só um prémio de interesse municipal, mas também da região".
Também a vice-presidente da Câmara Municipal, Filomena Pinheiro, destacou a importância da realização da cerimónia no Arquivo Municipal, por ser um espaço que preserva parte da memória coletiva e está aberto à comunidade. Sublinhou que este equipamento "não é um lugar fechado", mas um espaço de acolhimento, disponível para todos os que desenvolvem trabalho de investigação. "Não havia melhor sítio para apresentar este prémio", justificou, acrescentando que a sua atribuição constitui uma forma de "fazer jus à memória de Adelino Melo", homenageando o seu contributo para a investigação e divulgação da história local.
O Prémio para a Historiografia Local Adelino Melo, com periodicidade trienal, tem como objetivo estimular a investigação histórica sobre o concelho e a região envolvente, contribuindo para preservar e divulgar a memória, o património e a identidade locais. A distinção tem um valor pecuniário de dois mil euros e inclui a edição da obra vencedora, numa tiragem até 500 exemplares, integralmente suportada pelo município.
O prémio homenageia Adelino Melo, nascido a 29 de janeiro de 1879, na Vacariça, um dos pioneiros da investigação histórica local e uma figura de referência da imprensa regional. Comerciante e jornalista, fundou alguns dos primeiros e mais antigos periódicos da região, dedicando-se à investigação histórica e à divulgação do conhecimento sobre o território, deixando um importante contributo para a valorização da história local.